AVISO:
Sim. Eu sei que organizar listas é uma
atividade fútil e na grande maioria das vezes sem qualquer propósito, mas eu
vou fazer assim mesmo.
AVISO 2:
Não. Eu não sei por que estou fazendo
isso. Eu tenho uma vaga ideia do motivo que nos leva a abarrotar a internet com
informações não solicitadas e de maneira geral irrelevante, mas esta é uma
ideia que pretendo desenvolver em outro post e por enquanto vou seguir fazendo
listas simplesmente porque esta é uma atividade muito mais fácil que brisar
sobre o motivo que me leva a manter este blog.
AVISO 3:
Este é um daqueles posts com mais
imagens que ideias, então aproveitem
(ou não)
E dito isto eu estou apta a declarar ao
mundo os 13 melhores livros que li em 2013
O Melhor da Super
É, eu tenho total e plena consciência da
overdose de nerdice que é um livro reunindo as melhores reportagens dos 25 anos
da Superinteressante, mas o troço é realmente interessante (pra dizer o
mínimo). Além disso, este livro virou uma espécie de farol de nerds, sempre que
estava lendo este livro na loja aparecia alguém pra comentar “Super? Muito bom”
e a partir daí a nerdice corria solta.
Por todo aprendizado, brisa e constatação de
vida inteligente em Guarulhos, o livro valeu cada centavo.
A Queda
“Sim,
eu morria de vontade de ser imortal. Eu me amava demais para desejar que o
precioso objeto de meu amor desaparecesse para sempre.”
Albert Camus (pronuncia-se
“Kamy”) já tinha entrado para a minha lista de “autores que eu quero ler mais”
com O Estrangeiro, aí bastou ler a primeira linha da sinopse de A Queda (“Um
advogado francês faz seu exame de consciência num bar de marinheiros, em
Amsterdã.”) para o “querer” virar “preciso”.
O
livro é bem curtinho, só 111 páginas, mas em apenas 111 páginas Camus faz mais
do que muitos autores sonham fazer.
E talvez eu até pudesse usar
o argumento de Camus para justificar o porquê de fazer esta lista, mas isso
seria canalhice demais (ou não?).
“Não
somos todos semelhantes, falando sem cessar e para ninguém, sempre confrontados
pelas mesmas perguntas, embora conheçamos de antemão as resposta?”
O Príncipe da Nevoa

Este ano li dois livros deste cara: O
Principe da Névoa e O Palácio da Meia-noite. Gostei mais do primeiro, que mesmo
não sendo o melhor do Zafón ainda assim é excelente.
A Arte de Viajar
“Ficamos tristes em casa e culpamos
o tempo e a feiura dos prédios, mas na ilha tropical aprendemos (depois de uma
discussão num chalé, sob um céu azul imaculado) que as condições climáticas e a
aparência de nossa morada jamais serão capazes, por si só, de escorar nossa
alegria ou nos condenar à infelicidade”.
Já
brisei sobre este livro aqui no blog, então vou deixar a preguiça prevalecer e
só colocar o link da brisa no lugar onde eu deveria falar alguma coisa do
livro.
Interessados,
favor clicar AQUI.
O Azarão, Bom de Briga e A Garota Que Eu Quero
Quando eu terminei de ler a trilogia dos
irmãos Wolfe a minha vontade era abraçar o Markus Zusak, e eu nunca antes quis
abraçar qualquer autor (na maior parte do tempo minha vontade é drenar o
talento e as ideias dos autores que eu leio para o meu cérebro). Poucos
personagens são tão humanos e tão fáceis de amar justamente devido às suas
falhas e agonias quanto o Cameron, e em cada um dos livros isso fica melhor (ou
pior).
Comentário completamente aleatório e fora de
propósito: quando eu vi o clipe de Royals da Lorde, não pude evitar uma
“comparação” (por falta de termo melhor) com o Bom de Briga. Agora toda vez que
escuto a música me lembro do Cameron e do Rube.
Pedaços de um Caderno Manchado de Vinho

“Os gênios são aqueles capazes de dizer algo profundo de maneira simples. Palavras eram balas, raios solares, palavras eram capazes de romper o infortúnio e a danação.”
Bukowski é um daqueles autores que qualquer
coisa que você falar sobre não vai ser o suficiente e você ainda corre um risco
muito sério de falar bobagem. Então vou me limitar a dizer que o velho safado,
bêbado e fodido tem o poder de evidenciar o que há de mais sagrado e elevado
com sua poesia assim como também consegue esfregar na nossa cara toda a miséria
que nos rodeia, e nos dois casos a experiência é válida.
Divergente e Insurgente
Todo mundo ama distopias. A gente adora ver o
povo se lascar em escala global e sofrer comendo o pão que o governo totalitário
amassou. E é desnecessário dizer que Veronica Roth sabe usar muito bem essa
nossa ânsia sádica pra nos prender à história de uma sociedade organizada em
facções.
Nem vou me estender muito pra não correr o
risco de ter um ataque de fã, mas tenho que
dizer que quando terminei de ler o Insurgente eu fiquei passada com o final do
livro.
Aquele final... Nossa. Affe. Uau e mais um
quilo de interjeições.
Qual a primeira regra do Clube da Luta?
É isso ae, todo mundo sabe que não se deve
falar do Clube da Luta. Assim como todo mundo sabe que a brisa dos livros do
Chuck Palahniuk estão todas em um outro nível de brisa. Então o criador do
Tyler Durden, resolve contar um história sobre uma adolescente gorda que vai
pro inferno arrancar o bigode do Hitler, e é óbvio que este livro estaria na
lista de melhores livros que eu li este ano.
Todo Dia
Comprei este livro porque achei que a brisa sobre um ser que acorda cada dia em um novo corpo e toma por 24 horas a vida de alguém emprestada seria uma brisa doida e desenfreada. Aí nos primeiros capítulos a coisa toda degringolou para um drama adolescente que à primeira vista soava água com açúcar. Como eu tinha comprado o livro (tipo comprado com dinheiro e tal, é sempre bom ressaltar o dinheiro) continuei lendo pra ver no que aquela história ia dar, e o que parecia um livro bobinho sobre adolescentes se transformou em uma profunda reflexão sobre todos os tipos de preconceitos que a gente carrega. E é impressionante como o David Levithan consegue falar sobre assuntos sérios de maneira simples e direta (afinal o livro é mesmo pra adolescentes).
O Herói Perdido
E posto que é um livro do Rick Riordan, tem
que falar mais alguma coisa?
Eu já tinha lido os 5 Percy Jacksons. Eu já
tinha lido os 3 das Crônicas Kane. Ae o cara vai e coloca num mesmo livro as
mitologias grega e romana e tira um barato com as duas.
Vou falar mais o quê?