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domingo, 1 de agosto de 2010

O DIA DO FODA-SE

Se quer saber este post nem é tão inédito assim. Eu postei algo bem parecido no final de fevereiro, mas como meu perfil no twitter deu pau e cá estou eu tendo um ataque histérico por não poder saber detalhes da vida alheia nada melhor do que atualizar o blog.

E que os mestres do universo me ajudem.

O negócio é que nossa espécie tem uma capacidade incrível de gastar seus limitados neurônios para inventar o dia disso ou daquilo, algo que geralmente é sem qualquer propósito e relacionado a algum tipo de humor desprovido de graça (aliás, ao que tudo indica humor desprovido de graça é um recurso em abundância e totalmente renovável). Posto que esta semana tivemos mais alguns dias do isso e aquilo, eu me perguntei “por que não instaurar um dia que realmente valesse a pena? Tipo, o DIA DO FODA-SE”.

Como tudo neste post a idéia não é inédita. Em 2007 na Itália foi organizado um protesto batizado de V-Day ou o Dia do Vaffanculo (a tradução de vaffanculo seria “vai tomar...”), a idéia partiu de um jornalista e consistia basicamente em a população se juntar nas praças para “xingar” tudo o que estivesse errado.

Nem preciso dizer que apesar de fazer isso praticamente todos os dias, acho gloriosamente honroso estabelecer um dia para mandar a mediocridade generalizada SE FODER, mandar um FODA-SE a todos aqueles que aderiram a superficialidade como estilo de vida, FODA-SE a ignorância por opção, FODA-SE o desinteresse e a apatia, FODA-SE todos os que vivem apenas para serem entretidos, FODA-SE mais ainda todo mundo que acha que desgraça e sofrimento alheio é entretenimento e, por fim, FODA-SE o meu chilique.

Só não digo para instaurar o glorioso Dia do FODA-SE hoje porque hoje é aniversário do Rafa. Aliás, muitos parabéns pra ele porque afinal não é todo dia que se faz 18 anos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Lula lá... no cinema

Não entendo como alguém pode dizer que você deve deixar suas convicções políticas de lado quando for assistir “Lula, o filho do Brasil”, o cara ainda está exercendo o mandato e mesmo que não possa se reeleger (pelo menos não até agora) ainda assim soa como propaganda. Aliás, eu achava que filmes biográficos só deveriam ser produzidos quando o “homenageado” estivesse morto ou quase isso, mas parece que me enganei.


Eu não assisti “Lula, o filho do Brasil” e honestamente duvido que um dia vou assistir, então vou me abster de falar do filme em si. Mas o que me incomoda nessa história é que a mistura entre o Lula e a sétima arte parece tão insípida quanto uma sopa aguada e fumegante servida ao meio dia numa praia quando faz 33 graus, soa como algo que vai tão contra as leis da natureza quanto encontrar tijolos nascendo em árvores ou simpatia real e sincera em época de campanha eleitoral.

Pare por um minuto e tente fazer a associação entre o Lula e o cinema. Melhor, nem gaste um minuto inteiro porque a coisa simplesmente não funciona.

Imagine o Lula no Titanic – no filme, não no navio. O transatlântico vai e tromba num iceberg, enquanto isso no que deveria ser o jantar de gala está tendo um churrasco (no navio). O povo sente o choque e começa a histeria. Nisso Luiz Inácio da Silva, um líder nato, sobe em uma das mesas e entusiasmadamente discursa:

– Que é isso minha gente? Isso não foi nada, é só uma marolinha que não vai dar nem pra esquiar.

Observação: algum ser humano (ou não) já esquiou em uma marola? Creio que o Sr. Presidente confundiu marola com neve ou esquiar com surfar.

– Vocês vão abandonar um jantar tão bonito destes por uma besteira de um iceberg? – continua Luiz Inácio. – Passei duas horas fazendo escova no cabelo da Marisa para acabar tudo deste jeito?

Outra observação: Sim. Eu li em algum lugar que o Lula faz escova no cabelo da Marisa, não lembro onde e vou cometer a irresponsabilidade de não buscar nada em canto nenhum para corroborar esta informação. Mas se isso for verdade temos de admitir que Dona Marisa é uma mulher de muita coragem para entregar os cabelos aos cuidados de Luiz Inácio. E se entregar os cabelos aos cuidados do Lula parece uma insensatez, imagine entregar um país inteiro nas mãos deste homem.

Certo. Agora imagine outra situação. Imagine que o Lula sofre de uma rara modificação genética que o faz viajar pelo tempo involuntariamente. Então avacalhemos um pouco o enredo de The Time Traveler's Wife (que em português ganhou o nomezinho insosso de Te Amarei Para Sempre) e vamos dizer que Lula viajou para o passado, fez besteira e quando voltou para o presente milagrosamente descobriram a besteira que ele cometeu.

– Senhor Presidente, é verdade que o senhor provocou um incêndio na Biblioteca de Alexandria? – perguntou um repórter (porque brisa pouca é bobagem).

– Não foi que eu causei o incêndio – Lula se esquivou da culpa. – O que aconteceu é que eu nem sabia que estava em Alexandria, pensei que estava no churrasco no puxadinho do Alexandre, foi isso que entendi. Porque, como eu não tenho problema nenhum em admitir, eu não sei ler em alexandrez. Em certo momento da solenindade a companheira Dilma, que não me pergunte como ou por que e o que estava fazendo na minha viagem no tempo, se deparou com o meio ambiente e se sentindo ameaçada saiu correndo desabalada, se estabacou na churrasqueira e o fogo se espalhou. Mas posso garantir que foi tudo um acidente e que a repercussão disso, que podia ser um Tsunami, vai chegar aqui como uma marolinha que não vai dar nem pra esquiar.

E eu poderia buscar mais exemplos, mas vamos combinar que até bobagem tem limites e acho que já provei meu ponto. Além disso, hoje eu vou poder dormir pesado e sossegadamente as minhas 12 horas de sono sabendo que eu exerci o meu direito e dever cívico de descer o sarrafo em qualquer um que estiver no poder e rir um pouco à custa deles, afinal pagamos e muito bem o salário de toda essa gente.